
Simples assim..
04/02/2010Não é propaganda da oi. Só queria acreditar na frase mesmo e fazer ou desinterrar alguma idéia perdida em minha cabeça com uma pergunta de pesquisa viável. Onde eu errei? Deveria ter feito Edificações no CEFET? Entrado em Hotelaria na UFPE?
Estou num daqueles momentos desesperado da vida onde você fica pensando qual foi a escolha errada que eu fiz (ou pensando ‘e se..’. Escolha me refiro a Acadêmica. Por que simplesmente os erros não me fizeram aprender a ser menos insistente e mais prática. Tenho uma mania/personalidade/jeito defeito nas coisas, obviedade no trabalho dos outros, no entanto, nem consigo escrever



Raquel
vejo aqui tua aflição, quero ajudar, não sei muito como. Fico procurando formas de falar contigo que pudessem despertar alguma percepção menos angustiante desse momento, mas, comunicação realmente é um problema. As coisas que penso agora, para tentar escrever pensando em te tranquilizar e ao mesmo tempo de uma forma prática ajudar a achar um caminho, todas esbarram nas minhas “crenças” com a comunicação. Sei lá, acho que vou falar disso, porque se alguma coisa do que eu puder falar for te ajudar, acho que não tenho como saber antecipadamente esta coisa. Espero só não confundir mais.
Primeira coisa sobre as crenças com comunicação. Ela não existe com o outro, só com a gente mesmo. Aí acho que posso ficar só na primeira coisa. Que nem sei explicar teoricamente, nem tem qualquer base de vinculação com qualquer filósofo, escritor, autor etc Ainda que eu já tenha visto Denise mencionar alguém da Psicanálise ou Comunicação (áreas) nos momentos em que faço esta afirmação. E lembro também de pensar na hora: “puxa, preciso ler esse cara”, mas até agora não deu.
Então penso, sendo prático, em quem vai avaliar teu projeto num primeiro momento? Pensando nisso, imagino uma banca de 3 pessoas, onde uma delas é sua orientadora. Para mim, o alcance dessa pergunta, na primeira versão antes de ir para a banca, é como que uma tentativa de comunicação com a orientadora. Mas, como comunicação com o outro não existe, apenas conosco mesmo, logo a tentativa de comunicação não é com a orientadora é com você mesma.
Muito bem. Essa loucura, sendo levada mais adiante, de uma forma simplista, dualista, que põem entre parênteses todos os outros milhões de fatores envolvidos, pode continuar pensando que sua orientadora vai receber essa tentativa de comunicação (que é com você mesma) e interpretar como uma tentativa de comunicação com ela. Mas, aí, eu afirmo que não existe interpretação da atitude do outro, apenas das nossas próprias. Logo, a interpretação, o entendimento, a visão que sua orientadora tem de seu trabalho, não é o a da sua intenção, mas a do que seria a intenção dela própria. Donde vê-se que juntando essa loucura toda a coisa vai ficando mais impossível ainda de parecer poder chegar a algum ponto satisfatório.
Mas aí você me diz:”Ora, se eu embarcasse nessa sua loucura eu teria que entender então que não importa o que eu faça ou que outra pessoa faça para chegarmos a um acordo, um entendimento ou coisa similar, não importa, tanto faz, qualquer ação nesse sentido jamais criará esta comunicação com o outro, ou essa interpretação do outro”.
Isso mesmo. A comunicação, o entendimento, a interpretação que fazemos de algo que outra pessoa faz, sempre é na verdade a comunicação, o entendidmento, a interpretação de nós mesmos, porque jamais chegamos a saber do outro.
Ai, se você aceitasse tudo isso, então poderia me perguntar, e o que fazer então?
Claro que eu não sei a resposta para uma especulação tão absurda como essa. Mas, de repente, escrevendo para você me veio a noção de que eu não penso dessa maneira o tempo todo. Lógico, senão acho que não estaria nem escrevendo aqui. Quando esse pensar acontece e por que? Também não sei precisar. Me parece que em é alguns momentos específicos, coisa de insight. Mas acho que de alguma forma quando isso acontece me tranquiliza, me dá menos medo do erro, coisas assim. Na verdade acho que tenho uma porção de mecanismos como esse, e que agem em momentos diferentes.
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Parei, fui abrir o portão pro meu filho. No caminho pensei que se eu for começar a pensar nos mecanismos que me fazem ter coragem e condições para escrever ou não ia ser complicado mesmo. Talvez eu fosse me expor tanto, tanto…Talvez fosse até bom… Talvez… Não sei.
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Volto ao começo do texto aqui para ver o que escrevi…
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Volto da volta ao começo do texto. Troquei uma ou duas palavras que achei que ficariam mais sensatas, percebi um certo viés e inconsistência na ligação entre umas partes do texto, mas não vou ficar reelaborando. Deixa assim. Vou ter “fé” (olha só a palavra) agora que existe uma coisa chamada #reacesso.
um beijo à distância. Gostaria de estar aí para tomarmos uma cerveja juntos!
A cerveja será cobrada.
Como você bem disse um caminho seria tentar me entender melhor e me comunicar comigo. A crise está relacionada em não entender esse lugar o qual ando ocupando na vida acadêmica. Quando mais precisava de tempo para refletir, o nosso mestrado ‘exige’ que trabalhemos. É possível que seja apenas mais uma constatação do que está no seu post .