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“Se vira pó só”

27/06/2011

seu suor

vira sapato, mesa de centro

ou não vira nada

vale nada

vira vento

A todo momento a gente vira pó

Se vira pó só.

solidifica e vira pó

(Música de Karina Burh)

Certa noite numa discussão acalourada acabei chegando a conclusão, com certa ajuda é claro, de que eu, simplesmente, tenho me ignorado.

Sim, me ignorado como gente, como pessoa (como diria Charles Gambers).

O senso de humor foi embora.

A vontade de escolha foi embora.

A confiança, por falta de companhia também ‘pegou o beco’.

Daí o que restou?

A tristeza. Ela tomou conta e se fez dona desse corpo, única moradora do que era uma mansão plena de espaços criativos. Passou a encher de poeira os espaços e deixar as coisas de lado, desorganizadas. Nem lar já se via mais ali. Parece um espaço largado de lado com antigas lembranças esquecidas no meio do pó.

Há de encontrar uma faxineira para essa casa!

Um comentário

  1. nós não somos nós, nós somos os caminhos, as ligações, as associações. Esta é minha mais nova “religare”.

    acreditando aqui agora que um pouco da minha energia vital fluiu para ti….



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