Posts com Tag ‘Feira do Livro’

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Dificuldades para sair do ‘quadrado’

07/01/2010

No difícil trabalho de deixar um texto mais leve e mais relacionado com o tema que preciso escrever encontro a dificuldade de despertar a escritora em mim. Aqui já publicado algumas dicas de como fazer algo diferente do estrutura ‘engessada’ da academia, não consigo sair do quadrado e colocar tudo aquilo que senti durante o trabalho da Feira do Livro.

O encanto da praça sendo montada como palco do espetáculo em meio às sombras dos jacarandás floridos, alguns livreiros arrumavam suas barracas para receber o público na maior festa do Livro à céu aberto: Feira do Livro de Porto Alegre.

De 31 de outubro à 15 de novembro foi realizada a 55ª edição da Feira do Livro na capital do Rio GRande do Sul…

Poderia ser algo assim…

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Fechado para balanço.

16/11/2009

Equipe

Desespero de fim de Feira.

Acabou.

Muitas entrevistas, muitos emails trocados. 6 livros comprados. E muito trabalho por fazer.

Sigo na rede tentando ‘sistematizar’ os acontecidos.

E agora mãos a obra.

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Mais um dia de Feira…é sábado

14/11/2009

Amanhã termina a parte mais pesada de coleta.

Entrei encantos e desencantos, o mundo da literatura entrou na minha vida novamente.Tietagem com Veríssimo

Hoje finalizo oficina de blog. Tô até pensando em mudar de dóminio…todo mundo no blogspot e eu no wordpress.

Pensamentos futuros…

Fazer pesquisa X ler livros. Coisas que, em meu primeiro ensaio de Pesquisa Quali escrevi, parecem agora ferver na cabeça e fazer com que das coisas simples me remetam à complexidade da vida.

Vamos à praça!!

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O conto..

14/11/2009

Rita sempre sonhara com um grande amor. Como toda rapariga sonha em ver seu príncipe vindo num cavalo branco. A vida, no entanto, não era um conto de fadas. Era um jogo de xadrez. O estopim do revolver de camilo ecoou como xeque-mate em seus ouvidos.

Não teve grandes pretensões em vida. Apenas um grande amor. Moça simples, de boa família, casara cedo e seguia a vida com lebranças de uma amor não vivido.

Camilo foi seu primeiro homem. Foi aos seus braços que descobriu a segurança masculina. O cuidado e afeto. Encanto da admiração.

Amor? Paixão? Estes não lhe acometeram. Haveria de achar que amor era a idealização dos seres. O colorido que está nas histórias dos livros, na cabeça dos poetas, mas nunca no coração das mulheres. Amar seria sentimento que acomete o reino dos homens?

Ao descobrir o amor pagou o preço com sua morte. Nos braços de Vilela, amigo de seu marido, foi Rainha em um tabuleiro de dois Reis.

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Turno da tarde…

13/11/2009

Tinha que ser uma homem a escrever a história  d’a Cartomante’. Não se sabe se seu objetivo era o de desfazer aquilo que as cartas querem dizer ou mesmo provar que o destino pode surpreendê-las. Estou fazendo uma oficina literária de Blog na Feira do Livro.  Sim! Isso faz parte da minha atividade como pesquisadora. E temos trabalho de casa para fazer: Ler o conto de Machado e pensar um pequeno conto a ser retirado dele, uma breve história associada. E dentre as diversas coisas que vêm me chamando atenção nesse pequeno conto de Machado está a personagem Rita. Que como em Capitu acaba sendo colocada como a serpente do Romance. Na obra de Machado as mulheres têm um poder inocente, envolvente e sensual. Todas elas me lembram a figura de Eva. O que escrever então. Uma pequena história para demonstrar a essência dos personagens femininos que me encantam e me apaixonam. Que me fazem desejá-las ainda que eu seja uma delas. Somos todas nós, seres estranhos de três pontos de Lóri como Clarice descreve ao fim do seu livro “uma aprendizagem…” ou misteriosas como o meu amor – indecifrável.

Desafio de tirar de coisas simples histórias complexas. Da singeleza da vida a complexidade da alma.

Não sou machista…só relato um raciocínio que pode mudar daqui a pouco ou depois de uns anos.

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Feira do Livro em Ação

31/10/2009

Ufa!

Começou o trabalho de campo da disciplina de Seminário de Pesquisa: 55º Feira do Livro de Porto Alegre. Muitas idéias e reflexões sobre a ida ao campo.UFPE 2009.1

Mais detalhes em breve. Por enquanto apenas a manutenção do diário de campo…coisa que leva o resto de minhas forças.

Porto Alegre com temperatura de primavera: quase 30º. Mas não tem praia nem um ventinho gostoso de litoral.

Fotos também postadas posteriormente.

A primeira fase de coleta tem data para acabar na segunda. Faço um balanço e ponho conclusões preliminares da atividade.

reflexões permanentes sobre consciência – sua formação, seu conceito e o resultado possível: o engajamento.

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Depois da queda, o coice

19/10/2009

Como construir o problema não buscando uma resposta?

Após aspectos já levantados nós fazem pensarmos o seguinte: Um evento com tradição que se tornou ao longo dos anos, da popularização pela venda do livro para a popularização pelo aprofundamento da relação do consumidor com o objeto. Ao mesmo tempo, temos a diminuição da venda de títulos na feira e aumento do número de participantes. Sobre a  queda na venda o fenomeno da virtualização do livro e da facilidade de compra pela internet são impactantes. O aumento do número de participantes decorre da quantidade de atividades que são oferecidas durante o evento. Ainda sim, os expositores parecem não querer deixar de expor e participar da feira.

Sim…mas onde está a pergunta?

Eu cansei. Preciso tirar coisas que passaram pela minha cabeça e escrever meu projeto de dissertação. Preciso ler os textos de políticas públicas e refazer um artigo de análise organizacional. Estou cansando de não me entenderem e de eu não entender os outros.

Simplesmente desligar quem eu sou de meu contexto não dá certo comigo.

Minha metade após uma semana ao meu lado, voltou para casa. Sigo até dezembro na companhia da solidão.

Praça da Alfândega

Praça da Alfândega

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Como surge um problema de pesquisa?

03/10/2009

Janela do Quarto 2

Tá aí. Eu achava que já tinha. Mas já tinha o que?

Aprendi por aqui uma coisa interessante que citei anteriormente. Deixar o problema emergir em contato com o campo. Na pesquisa ‘engajada’ funcionaria assim. Não é o pesquisador que diz que ele existe. Para isso, fora o contato do campo, a gente precisa ter leitura. Por mais que pareça contraditório e difícil de entender como essas coisas acontecem ao mesmo tempo assim, tudo sempre na mesma hora de uma vez, acontecendo meio sem perceber ..a gente vai, e vai, e pensa, e faz, lê, escreve …ufa e: Pronto! Como diriam os gaúchos: Bah!

Estou deparada com dois problemas atuais: um tema específico para meu projeto de dissertação e um para a disciplina seminário de pesquisa. Como o quesito urgência nos obriga trabalhar em cima daquilo que é sempre para ontem, meu interesse está em no segundo. Então vamos lá trocar algumas idéias para pensar junto com o blog e escrever alguma coisa interessante sobre.

O projeto de pesquisa tem por objeto, até então, a feira do livro de Porto Alegre. Não sei se vocês sabem mas é uma das mais tradicionais do país. Acontece a 54 anos. Este ano terá a 55ª edição.  Em todos esses anos a feira sofreu modificações, mas sempre manteve o mesmo lugar (logicamente foi ampliada) mas continua acontecendo na praça da alfândega no centro da cidade. No longo de sua história ganhou toldos (solução para a chuva de outubro), ganhou outras atividades e sofreu modificações de horários. Mas no geral é um evento super tradicional aqui do Sul. Mas até aí o que poderíamos ver como objeto de estudo? A organização em si é feita pela Câmara Rio-Grandense do Livro que me parece uma organização bem estruturada e sem grandes questões para ser estudada. Associados e participando da feira, existem por volta de 160 barraquinhas que se dividem em livreiros, associados, apoiadores, creditistas e editores. Mas daí também nada de novo. Então da onde saí um problema? De acordo com a orientação dada ao grupo até então o problema está não está no passado da feira, nem em seu presente, mas sim no futuro. Tanto da feira quanto do livro.

Do objeto, o livro, é muito mais óbvio montar uma discussão. Eu mesmo me pergunto até quando minha relação com o livro vai ser amigável. Acho que nos últimos anos mesmo isso mudou bastante. Antes de ter PC ou laptop adorava estar em bibliotecas, para mim, era um ato de descoberta. Não gosto das livrarias. Não gosto do tratamento especial que  se dá aos livros. No sentido da disposição deles na prateleira e nos mostruários. As bibliotecas tem um lógica que não determina que o Paulo Coelho deve estar disposto numa mesinha enquanto o escritor da esquina fica lá no cantinho largado. Bom, mas a relação estabelecida assim, mais democraticamente, a escolha do leitor, é uma coisa que não acontece com a maioria das pessoas. Mesmo comigo, só depois que comecei a freqüentar a biblioteca da UNICAP na adolescência no tempo de antes do vestibular é que soube quantos livros poderiam existir no mundo.

Meu pai sempre gostou e nos estimulou a ler, meus avôs também. Ainda sim, não éramos uma família que tínhamos muitos livros em casa, infelizmente. Mas tínhamos muitas National Geographic, Náutica, Revista Saúde e a assinatura da veja. Ao ir para casa de minhas tias nas férias, lia as historinhas infantis do chapeuzinho vermelho, branca de neve, 3 porquinhos, livro do “fantasia” da Disney e esse era meu contato com livros. Queria tê-los. Hoje posso dizer que tenho até um acervo interessante. Mas a maioria das obras que possuo, baixei na internet. Esse seria um problema interessante de ser estudado: a mudança da relação com o livro por parte do leitor diante das ferramentas digitais. No entanto, a área de estudo são as organizações e tudo que as envolve. Sim, é bastante coisa, mas eu não vejo como o livro pode entrar aí.

A professora pediu então que enfocássemos na questão da relação da cidade com a feira, como já havia salientado anteriormente. Daí para mim ficou um tanto difícil entender melhor isso. Cidade-feira. Eu não sou dessa cidade. Nunca fui a uma feira do livro. Mas nas pesquisas e conversas que tivemos (eu e o grupo) acabamos tentando buscar alguma coisa que clareasse nosso entendimento sobre. Encontrei um blog de um mestrando de Arquitetura da UFRJ que está estudando eventos nos espaços urbanos. Achei bem legal. Estou tentando até então dialogar um pouco com as coisas abordadas por ele.

tema que escolhi para desenvolver no meu projeto de dissertação são os espaços públicos da cidade onde ocorrem os eventos de entretenimento de cunho cultural/artístico e a relação que estabelecem com a cidade como local de encontros culturais.Janela do quarto 1

Pimba! Mas preciso pensar melhor sobre isso. Sobre como posso dialogar com a idéia e trazer para a Disciplina de Seminário de Pesquisa em Organizações essa discussão.

Tentando responder a pergunta do post. O problema surge da relação do pesquisador, seja com o campo, seja com o referencial teórico. A proposta da disciplina era que a pergunta surgisse no campo, dessa maneira, estaria mais de acordo com paradigmas não positivistas. No entanto, os prazos fazem a gente, muitas vezes, colocar os pés pelas mãos.

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Pensando sobre o futuro..

09/09/2009

Cursei este último semestre a disciplina de ‘Gestão SocioAmbiental’ lá em Pernambuco. Dizíamos (alunos) que as aulas e leituras nos deixavam com peso na consciência durante toda a semana, os nossos encontros eram todas as segundas à tarde. Além da preocupação mais comum sobre a questão da destinação do lixo, reciclagem, economia de bens não renováveis, poluição atmosférica, produção limpa, pensavámos em novas profissões que surgirão e novas formas de consumo de produtos. Logicamente criticávamos visão reducionista de autores como Foladori e Hart. Mas particularmente um pensamento me acompanha desde lá e tem me acompanhado quando passo horas na frente do computador: a relação com os livros vai mudar por conta da preocupação ambiental?

Em um mundo cada vez mais necessitado de compotamentos socialmente e ambientalmente responsáveis, a edição de livros ou de material impresso tem mexido com a consciencia daqueles que ‘consomem’ esses produtos. Lendo sobre a Feira do Livro aqui de Porto Alegre (da qual falei anteriormente) vi um tópico em um blog noticiando o lançamento de uma editora que publica obras exclusivamente virtuais. Não conhecia a editora, mas sou usuária assídua do Domínio Público, easyshare, etc. Tenho salvo nos meus back-ups, por volta de 200 publicações. E até acho interessate ler no pc. Fico orgulhosa de mim em não contribuir para derrubada de árvores (ainda que saiba que é inocência minha pensar assim).  Depois do advento do pdf X change View a vida têm ficado mais dinâmica e colorida.

Mas aí sinto, sinceramente, que não vou deixar de comprá-los. Gosto de ler aqueles livros que já foram lidos por alguém, gosto de imaginar a história daquela obra.  Como em Fahrenheit 451 acredito que são pessoas que estão ali. As histórias têm vida.   Gosto também de pesquisar os preços do livro na internet, de visualizar parcialmente a obra (no goglee books), namorar um pouco antes de comprar, visitar o site das livrarias,  da estante virtual.

Acho que a minha geração ainda vai questionar essa relação. Talvez com o mesmo saudosismo que meus avôs falavam das trocas de cartas nós falaremos das leituras dos livros impressos no futuro… quando vamos ler em algo parecido com uma folha de papel onde será projetada a imagem das páginas dos livros…sem cheiro e sem o apego que temos com os nossos examplares de hoje.

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Palestra e Sebos numa tarde de sexta

30/08/2009

Nem só de palestras vive um seminário.

Assisti as palestras do segundo dia do evento na tarde desta sexta-feira, mas, não fiquei para ver a melhor parte: o Debate. Antes do ápice discussão e formas alternativas ao sistema capitalista e não fórmulas. E redução sociológica para entender nossa realidade. Infelizmente só soube que o interessante veio depois.

Preferi passear pelos sebos da cidade e conhecer um pouco sobre aquilo que posso vir a estudar neste mesmo semestre: Os livros! Numa das disciplinas que estou cursando, é possível que façamos um trabalho sobre uma das maiores feiras populares do Brasil: A feira do Livro de Porto ALegre.

Ao lado do Mercado ...prédio que não lembro o nome...

Preciso ler mais sobre os fundamentos do pensamento social.

Entender a área de estudo em seu contexto para não reproduzir aquilo que não se concorda. Ter coerencia nas idéias e buscar maior consciencia sobre o real. Caminhos daqueles que escolhem a pírula vermelha.

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