Posts com Tag ‘Livro’

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O conto..

14/11/2009

Rita sempre sonhara com um grande amor. Como toda rapariga sonha em ver seu príncipe vindo num cavalo branco. A vida, no entanto, não era um conto de fadas. Era um jogo de xadrez. O estopim do revolver de camilo ecoou como xeque-mate em seus ouvidos.

Não teve grandes pretensões em vida. Apenas um grande amor. Moça simples, de boa família, casara cedo e seguia a vida com lebranças de uma amor não vivido.

Camilo foi seu primeiro homem. Foi aos seus braços que descobriu a segurança masculina. O cuidado e afeto. Encanto da admiração.

Amor? Paixão? Estes não lhe acometeram. Haveria de achar que amor era a idealização dos seres. O colorido que está nas histórias dos livros, na cabeça dos poetas, mas nunca no coração das mulheres. Amar seria sentimento que acomete o reino dos homens?

Ao descobrir o amor pagou o preço com sua morte. Nos braços de Vilela, amigo de seu marido, foi Rainha em um tabuleiro de dois Reis.

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Turno da tarde…

13/11/2009

Tinha que ser uma homem a escrever a história  d’a Cartomante’. Não se sabe se seu objetivo era o de desfazer aquilo que as cartas querem dizer ou mesmo provar que o destino pode surpreendê-las. Estou fazendo uma oficina literária de Blog na Feira do Livro.  Sim! Isso faz parte da minha atividade como pesquisadora. E temos trabalho de casa para fazer: Ler o conto de Machado e pensar um pequeno conto a ser retirado dele, uma breve história associada. E dentre as diversas coisas que vêm me chamando atenção nesse pequeno conto de Machado está a personagem Rita. Que como em Capitu acaba sendo colocada como a serpente do Romance. Na obra de Machado as mulheres têm um poder inocente, envolvente e sensual. Todas elas me lembram a figura de Eva. O que escrever então. Uma pequena história para demonstrar a essência dos personagens femininos que me encantam e me apaixonam. Que me fazem desejá-las ainda que eu seja uma delas. Somos todas nós, seres estranhos de três pontos de Lóri como Clarice descreve ao fim do seu livro “uma aprendizagem…” ou misteriosas como o meu amor – indecifrável.

Desafio de tirar de coisas simples histórias complexas. Da singeleza da vida a complexidade da alma.

Não sou machista…só relato um raciocínio que pode mudar daqui a pouco ou depois de uns anos.

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Só passando…

12/11/2009

Hoje mais um dia de feira do livro.

Passando aqui só para colocar uma passagem e um novo site para baixar leitudsc0320iras interessantes.

Trecho: Alice e o Gato

- Podia-me dizer por favor, qual é o caminho para sair daqui? – Perguntou
Alice.
- Isso depende muito do lugar para onde você quer ir. – disse o Gato.
- Não me importa muito onde… – disse Alice.
- Nesse caso não importa por onde você vá. – Disse o Gato.
- …contanto que eu chegue a algum lugar. – acrescentou Alice como
explicação.
- É claro que isso acontecerá. – Disse o Gato – desde que você ande durante
algum tempo.

Site:

http://k.1asphost.com/eunaosou/index.asp

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Turn to blog

02/10/2009
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Poema do Carpenter "Garota encrevendo uma carta" - Ekphrastic

Não dá para acreditar que faz dez dias que escrevi o último post. Muitos acontecimentos e muitas coisas para raciocinar sobre, homengem de mainha, notícia boa de REcife, políticas públicas, feira do livro, gestão cultural e a ETNOGRAFIA.

Sobre esta útima é preciso me arriscar para escrever algumas coisas. Afinal, ela me consumiu e agora eu desconstruída estou juntando alguns pedaços para refazer esse ‘eu’ sem identidade.

Para aqueles que não sabem (Leiam o texto que tá no livro da GODOI) a etnografia é mais do que um método de pesquisa, mais do que uma forma de coleta de dados. É uma forma de pesquisa, de escrita e é um método que conecta autobiografia e o individual com a cultura e o social(JONES apud ELLIS, 2004). Ou seja um caminho interessante para se trilhar uma pesquisa. Mas um dos mais difíceis.

Muitos, como eu antes mesmo de fazer este trabalho associavam a etnografia com estudos antrooplógicos, só e somente. A coisa é bem mais ampla. Nas nossas leituras e mesmo em aula, concordamos que as formas como os viajantes colonizadores escreviam seus relatos das populações nativas achadas era uma ‘pré-história’ dos estudos etnográficos.

De acordo com a TEDLOCK (2003) a origem da etnografia como escrita acadêmica remete a algumas publicações (planfletos, cartilhas) publicadas no fim do século XIX na Inglaterra para que os viajantes da época pudessem relatar suas ‘aventuras’ de forma mais sistematica e organizada. Sim, esses dados seriam analisados para fins não tão nobres. (Ponto de vista do colonizador sobre o colonizado).

Podemos assim dividir mais ou menos (não cientificamente) os estudos etnográficos: uma fase tradicional associada a viagem a outro mundo e do mito do pesquisador como o herói. A fase modernista que se volta para próprias sociedades (cita-se que a escola de chicago voltou sua atenção aos estudos dos guetos). O terceiro tempo seria do ‘blurre Genre’ com a adoção de novas técnicas para coleta de dados (1970-1986). A crise da represntação (questionamento sobre a validade das notas de campo, consistencia, parcialidade do pesquisador – 1970-86) e por último a fase do desafio moderno de 1986 até os dias de hoje.

Combinados desenhos de pesquisa, trabalhos de campo, investigação para produção de descrição, interpretação e narrativas humanas. É tanto proecesso quanto o seu produto.

Como técnicas, um etnografo pode fazer uso da entrevista em profundidade e da observação (participante, reativa e não-obtrusiva).

O carinha vai em determinada sociedade/comunidade se insere no campo para a partir do seu ponto de vista ser objeto se sua pesquisa…daí se seguem muitas  variações.

Uma delas tem me destruído e reconstruído nos útlimos dias: a autoetnografia. Ou a ‘etnografia de verdade’ como chamou a professora. Para que vocês entendam contarei a história da história.

Definição por Jones(2005):

“Definição de uma cena, contando uma história, tecendo conexões entre vida e arte, experiência e teoria, evocação e explicação (esclarecimento)…em seguida, deixa seguir, esperando por leitores que trarão a mesma atenção cuidadosa com as nossas palavras nos conteúdos das suas próprias vidas”

“Fazer um texto presente. Demandando atenção e participação. Implicando todos envolvidos. Recusando encerramento e categorização”

O trabalho etnográfico exige o engajamento do pesquisador. Exige que ele atravpes de sua história olhe as intersecções no seu trabalho e nas suas histórias individuais, buscando maneiras de contextualizar os textos e a subejtividade. Incorporar a comunidade. Levar as pessoas a entenderem o mundo e sua opressões .

E a tal auto- etno (o self do self) leva o pesquisador a criara trabalhos que atuem através, no mundo e sobre o mundo. Ela desloca nosso foco das represntações para apresentação. A Jones propõe que isso seja feito através do desempenho. (ou performance como queriam entender os seguidores de Carmem Miranda).

O texto acadêmico escrito na ‘biblía’ de pesquisa qualitativa para os estudos organizacionais como a autora diz, não deve ser lido sozinho. Bom daí entra toda a minha história.

Eu estaria vivendo e interagindo com a minha própria realidade?

Seria preciso fazer um inventário de mim para descobrir o refazer como pesquisadora.

Pontuações desta semana:

Qual a tua pergunta de pesquisa?

O que que a Ceci quer com os textos?

Deixar que teus condicionamentos atuem na tua vida ou contextualizar a tua realidade?

Mas afinal, quem pe você? Cézane, Ulisses de Joyce, Moli de Clarice, Matieu de Sartre, Sabina de Kundera, Luiz Gonzaga, Clarice na infancia, Valéria, V, a praia, o pôr sol, um sorriso…não sei.

Quem é raquel em contato com a pesquisa. O campo está me construíndo e ainda não se mostrou para mim. Talvez, minhas epistemologias e ontologias estejam divergentes. Talvez elas ainda não se mostraram para mim. Mas preciso descobrir. Afinal não seria uma pesquisadora.

É preciso encontrar a respiração das palavras num retrato mudo. A ekphrastic.

Para entender melhor:

Implicações e como fazer:

FOLEY, Douglas; VALENZUELA, Angela.  Critical ethnography: the politics of collaboration.  In: DENZIN, Norman K.; LINCOLN, Yvonna S.  (Eds.) The Sage Handbook of Qualitative Research: Third Edition.  London: Sage, 2005. p.217-234

MADISON, D. Soyini.  Critical ethnography: method, ethics, and performance.  London: Sage, 2005.

Auto-etnografias e etnografias online:

JONES, Stacy.  Autoethnography: making the personal political.  In: DENZIN, Norman K.; LINCOLN, Yvonna S.  (Eds.) The Sage Handbook of Qualitative Research: Third Edition.  London: Sage, 2005. p.763-792

SHERDIN, Mikael. Framed: new method and subjective grounds. Aesthesis, v.2, n.1, 2008, p.16-31, 2008.

MARKHAM, Annet N.  The methods, politics and ethics of representation in online ethnography.  In: DENZIN, Norman K.; LINCOLN, Yvonna S.  (Eds.) The Sage Handbook of Qualitative Research: Third Edition.  London: Sage, 2005. p.793-820

Para divertir:

HOLBROOK, Morris. Feline consumption: ethnography, felologies and unobstrutive participation in the life of a cat. European Journal of Marketing, v.21, n.3/4, p.214-233, 1997.

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inspiração…

21/09/2009

 

“O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós”Eu de nariz na quase Lua. (C.L)

Onde está nossa inspiração? Ao fazer poesia, escrever uma história, ou mesmo dar sentido a nossos textos acadêmicos (no meu caso são muito poucos), precisamos achar ou ser achados por esta ‘bendita’.

Tem uns anos que escutei um garoto numa mesa de bar (possivelmente o ‘bigode’) falar que a inspiração é o momento em que somos escolhidos como portas de entrada de idéias de uma realidade paralela. Que ela não nasce na gente, que ela simplesmente acontece na gente.

A inspiração para uns é resultado de esforço diário de trabalho árduo.

Para mim….ainda não sei o que é. Se é resultado de um raciocínio ou de outro. Prefiro ficar com o primeiro. Mas, sendo eu ‘cri-cri’, como dizem meus saudosos amigos, concordarei parcialmente com a conversa escutada na mesa do bar. Simplesmente acontece. Mas essa tal realidade paralela está em nós.

Pensando bem, agora já não sei. A beleza da vida está em nós. Vida no seu sentido mais amplo: tristezas, alegrias, raivas, ódio, ternura, fraternidade, confiança…fé. Essas coisas que mexem com a gente de um jeito que as nossas sinapses muitas vezes não nos deixam entender.

Mas entender…a inspiração não requer entendimento. Como um parto, que saí da gente a aproximação daquilo que a gente sente. Do mesmo jeito que comecei, termino com Clarice Lispector.

“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento” (C.L).

Estou lendo sobre etnografia…acho que é influência mesmo.

 

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