Posts com Tag ‘Recife’

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A felicidade do dia…

28/10/2009

Telefone toca…

Deixo cair e ligo para Recife.

12h34: – E aí?

- Passei amor!

- Eu não te disse! Sabia que você iria passar…vamos nos preparar para entrevista.

…..Pequenas coisas, grandes mudanças, alegria de caminhar junto119px-Boneco-palito.

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Saudades, solidão e Considerações sobre o fazer pesquisa

26/08/2009

Vista da Borges de Medeiros no viaduto da r. Duque de Caxias Sim, é verdade que andei ausente. De fato, não senti reclamação daqueles que me lêem porque acredito que estiveram tão ocupados quanto eu. (meio prepotente meu comentário…montei esse blog tem tão pouco tempo e já acho que tenho seguidores…).

Enfim, muitas coisas aconteceram…na verdade não muitas, mas a principal delas é que encontrei um caminho para encontrar um ap <easyquarto>. Estou tentando achar alguém que queira dividir o espaço comigo. Estou sentindo na pele o que o pessoal de João Pessoa encontrou no início do semestre lá em Recife. Alta especulação imobiliária, falta de noção para procurar melhores lugares, desconhecimento quase completo sobre a dinâmica da cidade. Coisas que não são exclusivas daqueles que vêm para Porto Alegre ou para Recife. Coisas de quem vai morar um tempo num lugar desconhecido. Mas acho que depois de ficar por aqui 11 dias. Já estou me acostumando mais com a geografia da cidade, as variações de temperatura (de 9º a 26º), o sotaque gaúcho e os horários diferentes do nascer e do pôr do Sol (7h e 18h).

Mas ao que interessa realmente ando com a pulga atrás da orelha. As leituras sobre pesquisa qualitativa. Algumas idéias estão abaixo. Resolvi reproduzir o mini enasio entregue como primeira atividade para ver se rola um debate das idéias por aqui.

P.S. Amanhã tem Mészaros na Reitoria da UFRGS. Prometo que conto como foi. <http://boitempoeditorial.wordpress.com/ii-seminario-margem-esquerda-istvan-meszaros-e-os-desafios-do-tempo-historico/>

 

Como mudar práticas quando se está imerso em um mundo de condicionamentos? Como tornar a consciência base para a práxis? Como se relacionar com o mundo construindo conhecimento que possa transformar realidades e permitir maior autonomia dos indivíduos? Como representar a realidade através de teorias e possibilitar reflexões sobre a prática? Essas questões presentes na mente de pesquisadores que acompanham as discussões sobre a o fazer pesquisa parecem longe de serem respondidas.

A atividade de pesquisa teve por foco mais questões metodológicas e teóricas em detrimento das infinitas estratégias dos agentes sociais em sua conduta comum de existência. As discussões sobre o melhor método ou paradigma de algumas áreas como as ciências sociais, por exemplo, ilustram bem essas idéias. As ferramentas de validação, como surveys, triangulação de dados, a estatística, em diversos estudos da área, por vezes, não permitiram maior entendimento da realidade social. Os condicionamentos trazidos por modismos teóricos ou correntes hegemônicas dificultaram e dificultam um viés mais crítico ou mais aprofundado dos paradigmas de pesquisa. Não que esteja aqui ‘levantando a bandeira’ de abordagens mais construtivistas com esta argumentação, nem mesmo, renegando o uso dessas ferramentas de estudo para auxilio nos estudos. Afinal, podemos construir trabalhos de acordo com o paradigma positivista, estando coerentes com a relação estabelecida no estudo pelo pesquisador e seu objeto. Mas, tratando de levantar idéias sobre o uso diversificado dessas ferramentas e abordagens.

Como exemplo de condicionamento, apresento a própria disposição institucional dos programas de Pós Graduação do Brasil, em que são formados os pesquisadores do país, primeiro há o cumprimento de créditos, elaboração de projeto para posteriormente a ‘ida’ a campo, retrata este condicionamento e nos faz assumirmos posturas que não estão de acordo com os valores do pesquisador ou a orientação da pesquisa.

Além das técnicas e dos procedimentos metodológicos, existe um debate que possibilita construções teóricas, além das clássicas discussões sobre o uso das ferramentas. Um debate que possibilita enxergarmos os valores que determinam as bases ontológicas, metodológicas e epistemológicas do paradigma que se tem a intenção de buscar como lente para observação. Debate trazido por Lincon e Guba (2005), que não aponta respostas, mas novos caminhos a serem traçados.

Outro estudioso dessas discussões, Pierre Bourdieu afirma que é preciso ir além do uso de técnicas para não se fixar nas regras do campo científico distante do real, do prático – e assim, construir e compreender o produto resultante da atividade de pesquisa. Ou seja, tomar consciência de como construímos a nossa própria realidade e como nos relacionamos com aquilo que está a nossa volta. Assim, uma saída aos condicionamentos seria a manutenção crítica sobre a nossa atuação como pesquisadores.

Por atuação, entendo que seja a ação do pesquisador tanto na divulgação dos resultados do estudo, na observação ou na própria intervenção proposta na pesquisa. A construção da pesquisa considerando além das suas partes, além do pensamento sistêmico, para que a partir daquela reflexão possam ser fornecidos elementos para sua própria explicação. Pensar a pesquisa além de suas partes, considerá-la nas suas relações. Fazer opção por uma determinada linha ou paradigma, adentrando na pesquisa de acordo com o sentido dado pela problemática.

Dessa maneira, a possibilidade de realizar trabalhos que permitam maior validade e novas maneiras de enxergar a realidade social mais adequadas ao nível de complexidade exigido. Não atentar para essas questões e ignorar a ação política de uma pesquisa ou de seus dados seria esvaziar o sentido. A explicação assim é uma instrumentalização de uma “leitura compreensiva, capaz de reproduzir a postura da qual o texto é produto” (BOURDIEU, 2001, p.712).

Portanto, não se trata de debater se a forma quantitativa de pesquisa permite melhor veracidade nos fatos que a pesquisa qualitativa. Trata-se de enxergarmos além das estruturas, percebendo os diversos elementos que constituem a realidade.

GUBA, Egon. G.; LINCOLN, Yvonna S. Paradigmatic controversies, contradictions, and emerging confluences. In: DENZIN, Norman K.; LINCOLN, Yvonna S.  (Eds.) The Sage Handbook of Qualitative Research: Third Edition.  London: Sage, 2005. p.191-215

BOURDIEU, Pierre.  A miséria do mundo.  Petrópolis : Ed. Vozes, 2001.  Compreender (p.693-713)

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Pós Passeio – 1ª caminhada pelo Centro Histórico

19/08/2009

Um dos pontos Visitados: o castelinhoO passeio foi bem diferente. Os organizadores não esperavam tanta gente. Foi interessante ver os Porto Alegrenses se encantando com a revitalização das fachadas de prédios antigos e descobrindo coisas da sua cidade. Acho que isso foi o que mais me imressionou. Afinal, cresci vendo prédios e monumentos serem recuperados pelo IPHAN, tanto em Recife quanto em Olinda.

 

 

 

Eu no espelho da casa da prisioneira

Das coisas mais curiosas que ouvi durante a caminhada foi a história do açougueiro da rua do arvoredo. Uma coisa meio “Sweeney Todd”, sendo que o tal do açogueiro tinha uma mulher belíssima que atraia forasteiros recém chegados na cidade para sua casa, onde seu marido aguardava para transformar o visitante em carne para seu açougue. Me lembrei que meu pai me contava uma historinha da um vulto de uma mulher que rondava as imediações do cemitério dos ingleses em Santo Amaro (Recife) agarrando homens que passavam por ali.

Lembrei de MariPor fim, tirei essa fotinho porque adorei a escadaria, acho que é da Rua João Manuel. Lembrei de Mari sua saga socialmente correta de tratar bem os bichinhos.

Tiveram mais fotos…mas meu celular não tem tantos megapixels e nem flash para dar maior qualidade nas imagens… :(

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Passeio tipo “trilhas do Recife”, mas em PoAl

19/08/2009

Li hoje no jornal sobre um passeio aqui no centro de PoAl que lembra o projeto ‘trilhas do Recife’. Vou aproveitar uma noite de turista para conhecer um pouco mais do lugar. Se der para tirar fotinhos do cel, posto mais tarde.

mais informações: <http://www.defender.org.br/porto-alegre-capital-estreia-trajeto-turistico-noturno/>

Associações e instituições culturais na área central se uniram para a 1ª Caminhada Noturna pelo Centro Histórico. O passeio celebra o Dia Internacional da Fotografia e o Dia do Patrimônio Histórico. Por isso, os participantes são convidados a levar máquina fotográfica. O objetivo é despertar os porto-alegrenses e turistas para os atrativos históricos e arquitetônicos.

O projeto deverá ocorrer toda terceira quarta-feira do mês, contemplando roteiros diferenciados, guiados por representantes das instituições parceiras, sendo uma delas convidada a abrir suas portas. Hoje, será o Centro Cultural Solar do Instituto de Arquitetos do Brasil, na Riachuelo. Às 18h30min, o roteiro começa no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano, na Rua Riachuelo, 1.257.

Depois, os caminhantes passam por Praça da Matriz, Catedral Metropolitana, escadaria da Rua João Manoel, Fernando Machado e Castelinho do Alto da Bronze. Como é à noite, todos são convidados a levar uma lanterna. A caminhada deve durar cerca de uma hora e 30 minutos.

Serviço
1ª Caminhada Noturna pelo Centro Histórico de Porto Alegre
- Quando: Hoje
- Local de Saída: Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano (Rua Riachuelo, 1.257)
- Horário: 18h30
- Atividade gratuita e aberta aos interessados em participar

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Domingo de 32º… o frio tirou folga e volta na semana

19/08/2009

Nascer do Sol em PoAlAcreditem ou não, este foi o primeiro dia. Fui muito bem recebida pela generosa natureza num dos fins de semana mais quentes do Rio Grande . Um domingo às 7h05 o sol apontou no horizonte num céu azul de doer o olho. Em Recife sol a pino e muito calor nessa mesma hora.

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